Doce vida de espetáculos amargos e inesperados
Sumo de dor latente em meu peito conformado
Martírio que alimenta um ressentimento já afogado
Amarga morte de festas fúnebres sempre cantaroladas
Pois é na dor que se esconde a insensatez
Moradia da loucura, lar do esquecimento...
E solo sagrado de angústias
Todavia nos abismos mais profundos e frios
Que se esconde o amor mais singelo
Habitante corajoso de conquistas sangrentas
Habitante impetuoso de tristes vitórias
Se as visões mais obscuras, medonhas e severas te entristecem...
Aqui, ao meu lado tudo se será mais belo...
Aquele gosto amargo do mundo renascerá em doce
Afastados sentidos retornaram ao seio
E a mais simples das palavras se tornará o véu que cobrirá um novo tempo
“Amor” seu tempo chegou é hora de amar e amar.
FERNANDES, Vagner

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